quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Pesquisa confirma inimigos naturais atuando contra a Helicoverpa armigera

Parte das lagartas coletadas, suspeitas de serem a Helicoverpa armigera, estavam infectadas por nematoides ou atacadas por parasitoides. A presença desses inimigos naturais, tanto dos nematoides como dos parasitoides, é muito importante para o equilíbrio da lavoura, à medida que a safra vai se desenvolvendo, pois com um manejo adequado, a tendência é das populações de inimigos naturais crescerem. É por isso que estamos reforçando a orientação para que o produtor monitore suas lavouras, tenha critérios para a decisão de controle e não aplique inseticidas indiscriminadamente sejam eles biológicos ou químicos. Em algum momento, que ainda não sabemos exatamente como funciona, a lagarta é infectada por esse nematoide, que não é o mesmo que ataca as raízes das plantas.
 Os pesquisadores da Embrapa são cautelosos em relação ao desenvolvimento da safra e garantem que, sem a ação dos inimigos naturais, a situação pode ser muito pior no campo. “Nas áreas onde há um desequilíbrio, a ocorrência de pragas é muito maior, por isso a existência de inimigos naturais é importante e sua preservação é essencial, pois ajuda a manter as populações de pragas abaixo do nível de ação e retarda a ocorrência de resistência da praga a produtos químicos”


Os parasitoides encontrados são principalmente moscas da família Tachinidae, que se desenvolvem no interior da lagarta e, ao completar seu desenvolvimento, matam o inseto promovendo um controle natural da praga.
É necessário rever as estratégias de controle e ter uma visão mais ampliada do sistema de produção. Temos assistido pragas migrarem de uma cultura para outra, índices crescentes de insetos com resistência a produtos químicos, pragas secundárias se tornando um problema crítico. Não há outro caminho a não ser uma mudança profunda de postura. O controle de pragas tem que ser feito a partir de recomendações do manejo de integrado de pragas, ou seja, a partir do monitoramento e da evolução de sua ocorrência e, nunca, de forma calendarizada

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

"safrinha" produziu a maior safra de milho da história de MS

O nome pode até continuar sendo usado por quem atua no campo, mas a realidade agora é de uma supersafra do grão. Somente neste ano, cerca de 6,9 milhões de toneladas de milho foram colhidas no Estado, um recorde absoluto, que mostra a força do campo, mas também apresenta novos desafios para 2014. Safrinha cresceu 29,5% em relação ao ano passado, quando foram colhidas 6,1 milhões de toneladas, segundo a Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja). Um ano beneficiado pelo tempo, com clima propício e sem geada na região Sul, historicamente prejudicial aos bons números de MS.
 Enquanto o preço do milho caiu, a arroba do cai alcançou valores históricos em Mato Grosso do Sul. Fora dos holofotes no último ano, a pecuária sul-mato-grossense segue mostrando a força do agronegócio regional.
A arroba do boi gordo fecha 2013 custando R$ 107,50 na Praça de Campo Grande, índice 19,4% maior que o mesmo período do ano passado, quando era adquirida a R$ 89,98. A média regional também é superior ao preço nacional, que fecha o ano a R$ 101,93.
Com tamanha produção, o gargalo segue o mesmo: o escoamento da safra. Como boa notícia, os produtores rurais destacam a concessão da BR-163, que pode facilitar a via terrestre.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Fitorreguladores

O que é?
Fitorreguladores são substâncias utilizadas para interferir no metabolismo (anabolismo e catabolismo) dos vegetais. Os mais conhecidos são os hormônios, quais sejam as diversas formas (naturais e sintéticas) de Etileno, Giberilinas, Ácido Abscísico e Citocianina .Pode-se dizer que todo hormônio vegetal é um potencial fitorregular, mas nem todo fitorregulador é hormônio visto a confecção sintética de algumas dessas substâncias que não são encontradas nos vegetais.



Fitorreguladores na Citricultura


Necessidade de aumentar à produtividade, qualidade e conservação dos alimentos, aplicações de reguladores vegetais, biorreguladores, fitorreguladores ou em algumas situações também chamados de "hormônios vegetais", apresenta-se como uma importante ferramenta. Estas substâncias podem ser produzidas naturalmente ou sintetizadas quimicamente e quando aplicadas nas plantas interferem em sua fisiologia. São chamadas de hormônios quando são produzidas também pelas plantas, exemplo o ácido giberélico.
Embora seja prática comum em vários países, muitas regiões ainda não há utilizam ou fazem de forma incorreta por não levarem em consideração aspectos fisiológicos da planta que são determinantes para o bom resultado, o Brasil é um exemplo. 
Países como Espanha, África do Sul, Uruguai, Israel, EUA, Japão e Argentina, conhecidos pela qualidade e produtividade, utilizam dessa técnica para controlar o florescimento, pegamento, crescimento, maturação e senescência dos frutos.
Desenvolvimento do fruto, surgem novamente às auxinas. Estas substâncias promovem o raleio químico que diminui a competição entre frutos por minerais, hormônios e fotoassimilados e promovem maior desenvolvimento dos que permanecem. Também é observado efeito direto da auxina sobre o desenvolvimento do fruto, aumentando a capacidade de absorção do fruto (força dreno). Nestas pulverizações quanto maior a concentração e precocidade da aplicação, maior será o efeito de raleio. Contrário, aplicações com baixas concentrações e tardias apresentam baixo ou nulo efeito sobre o desbaste e promovem apenas crescimento do fruto.

Sem choradeira e Mau Halito

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Semi-árido, sediada em Pernambuco) estão testando uma variedade docebola que não provoca choro involuntário, não deixa bafo e pode ser comida como fruta, por ter sabor quase doce.
A cebola da Embrapa foi obtida por seleção genética: após analisarem quase 300 espécimes da hortaliça, os pesquisadores separaram seis que apresentavam baixa incidência de ácido pirúvico. No corte da cebola, derivados desse ácido formam um fator lacrimogêneo volátil que irrita os olhos e induz a produção de
lágrimas , além de provocar o sabor picante da hortaliça.


A cebola pesquisada pela Embrapa é totalmente adaptada às condições climáticas do Nordeste brasileiro. O ciclo de produção é de dias curtos, o que é uma vantagem em relação às variedades estrangeiras, com períodos desenvolvimento mais longos. Ela também será menos suscetível a doenças típicas da região, como o mal de sete voltas, disseminado pelo fungo Colletotrichum gloeosporioides . Como não foram desenvolvidas para solo brasileiro, as sementes importadas trazem maior risco de infestação por pragas.
Além disso, o cozimento anula a ação dos agentes antioxidantes da hortaliça, associados à inibição do câncer de estômago em seres humanos. 

Sistemas de irrigação acionados pela luz do sol

O sistema projetado pelos pesquisadores converte a energia solar, captada por meio de placas fotovoltaicas de silício, em eletricidade, que alimenta os motores e aciona as bombas d’água para irrigação. O sistema será testado na produção de frutas que se adaptem bem ao clima da região norte de Minas Gerais, como goiaba e abacaxi. Uma área do campus da UFMG de Montes Claros já foi destinada à realização dos testes. 
Muitas comunidades e propriedades rurais não têm acesso à energia elétrica, por estarem distantes dos centros urbanos. Além disso, as características climáticas peculiares do norte de Minas Gerais facilitariam a adoção do método. A região, de clima semi-árido, apresenta cerca de 10 horas diárias de luz solar em praticamente todas as estações e um período de chuvas concentrado entre dois a quatro meses do ano.

 

O projeto também busca estudar três métodos diferentes de irrigação, para avaliar qual é o mais eficiente para a fruticultura. Entre os sistemas a serem testados estão o gotejamento, que emprega uma vazão lenta e constante próxima à raiz; o gotejamento enterrado, no qual a água é lançada diretamente no subsolo; e a micro aspersão, que consiste em jatos de água lançados para o alto e que caem de forma similar à chuva. Os pesquisadores medirão ainda a quantidade de água adequada para a produção. 

Criado fertilizante que libera nitrogênio aos poucos no meio ambiente.

O novo produto, que pode ser aplicado em qualquer tipo de solo ou cultura, permite que o nitrogênio, presente na ureia, seja liberado de forma lenta nas plantações.Na forma solúvel, como normalmente se apresenta, até 70% do composto nitrogenado costumam se perder devido à evaporação e à lavagem do solo pela água da chuva”, diz Mangrich. Dessa forma, todo nitrogênio não absorvido pelo solo vai parar em rios e lagos, causando sérios danos ambientais.


Trata-se de uma matéria-prima barata e que não exige alta tecnologia de produção.Além disso, como o caulim é um constituinte do solo, a parte do mineral usado no fertilizante não absorvida pelas plantas não causa problemas ambientais.Os pesquisadores acrescentam que, para garantir as exigências nutricionais das plantas, continuará sendo necessário adicionar aos cultivos fosfato e potássio, fertilizantes comumente usados pelos agricultores e cuja liberação é naturalmente lenta.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Agricultores gaúchos testam nova variedade de milho transgênico

 As sementes da VT PRO 3 começam a ser vendidas em escala comercial em janeiro, quando inicia o plantio da segunda safra.Com as sementes híbridas, produtores esperam combater a larva alfinete, praga de difícil controle que costuma atacar as lavouras de milho.

 Sirli Freitas
Somente trazido pela proteção da raiz, além do ganho de produtividade trazido também pela tolerância ao glifosato e pela proteção contra lagartas, esse ganho pode ser muito maior.
Para minimizar danos, a nova técnica deve trazer mais proteção às raízes das plantas, além de tolerância ao herbicida glifosato, possibilitando um manejo eficiente de plantas daninhas.